![[morre_Zilda_Arns.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMV-3g1zYvxBhl0Ykb8Hcs2447FsGPrFHumaXCl5-QbF-T59E0AbhlpLOQwppzLoovpdDo0M_LjSPSNwje0IVg7-Sf5g4-kVethuuGkpRL16fonVxCcEaSWpXe3waHDiRCrLwTGQfYhcI/s1600/morre_Zilda_Arns.jpg)
Ontem foi um dos piores dias da minha vida, por alguns acontecimentos pessoais e pelo fato de que ontem soube da noticia que Zilda Arns morreu em virtude do terremoto de 7 graus de magnitude, ocorrido nesta terça-feira no Haiti.
Eu tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, e digo que quando estávamos perto dela podíamos sentir o imenso amor que ela tinha pelo próximo. Dona Zilda deixara saudade e seus ensinamentos nos corações de quem pode ouvir ou viver o que ela pregava.
Zilda Arns Neumann nasceu em 25 de agosto de 1934, em Santa Catarina e foi a criadora da iniciativa Pastoral da Criança, organismo da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – que ela coordenava desde 1983. Indicada três vezes seguidas ao Prêmio Nobel da Paz, a sanitarista teve uma vida coroada por trabalhos sociais em prol da saúde infantil e chegou a ser reconhecida mundialmente pelo engajamento e dedicação ao longo de sua carreira. O fruto do seu trabalho envolve mais de 80 mil voluntários que acompanham cerca de 3 milhões de crianças com menos de 6 anos de idade por todo o país.
Com o intuito de combater a desnutrição infantil, Zilda desenvolveu, na Pastoral da Criança, a multimistura, um complemento alimentar à base de farelos, sementes, pó de mandioca e cascas de ovos (com algumas variações) que, pelo seu alto teor de nutrientes, é considerado um valioso elemento para a recuperação do equilíbrio nutricional. À mistura é atribuída a responsabilidade de ter salvo a vida de milhares de crianças no Brasil, além de ter sido implementada em 15 outros países.
A morte da humanitarista foi confirmada nesta quarta-feira pelo seu sobrinho, Flávio José Arns, senador do PSDB (PR) e reiterada logo após pelo ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, além da própria CNBB. Sobre o falecimento da irmã, o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Evaristo Arns, disse que Zilda "está no coração de Deus". O arcebispo também declarou que a médica tivera uma morte bonita, ainda que surpreendente, pois morreu no cumprimento de uma causa em que sempre acreditou. Zilda residia atualmente em Curitiba, era viúva e deixa cinco filhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário