22 de jan. de 2010

Filme do livro !!!!! Onde Vivem os Monstros ...

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Quem nunca se imaginou em um mundo cheio de coisas divertidas , malucas e bobas quando criança ?Um mundo alternativo onde você podia se refugiar... Um mundo onde criaturas estranhas e coisas fantásticas aconteciam....
Onde vivem os monstros mostra exatamente isso, conta a historia do garoto Max, um garoto malcriado e desobediente que por conta de seu comportamento, é mandado pra cama sem o seu jantar. Em seu quarto, ele bota a cabelça pra funcionar e acaba imaginando um mundo exótico e único chamado Wild Things onde diversas criaturas estranhas habitam o lugar!

"Que comece a bagunça"... grita o menino fantasiado de lobo e com uma coroa na cabeça. Ao seu redor, os monstros – gigantes balofos e peludos, feiosos mas simpáticos – aprovam a ordem do novo rei e disparam a correr pela floresta, derrubando uma ou outra árvore no caminho. É nesse momento anárquico que Onde Vivem os Monstros filme do diretor esquisitão Spike Jonze, segue mais fielmente a obra que o inspirou, o clássico infantil homônimo do americano Maurice Sendak. É uma contagiante exaltação das pulsões mais primitivas – perigosas, até – da infância. Parte do fascínio do livro de Sendak vem do modo como ele mimetizou a imaginação de uma criança em toda a sua auto-suficiência: a ilha onde vivem os monstros é um universo à parte, no qual os caprichos e vontades do menino Max reinam soberanos, libertos das exigências adultas de responsabilidade e bons modos. A bagunça que Max e os monstros promovem na sua floresta – significativamente situada em uma ilha – serve para afugentar a solidão. Em teoria um filme para crianças, Onde Vivem os Monstros não é um filme para crianças, na verdade é um filme sobre que será mais bem compreendido e apreciado por adultos.
Lançado nos Estados Unidos em 1963 – e só no ano passado publicado no Brasil, pela Cosac Naify –, Onde Vivem os Monstros vem encantando sucessivas gerações de crianças. Vendeu 18 milhões de exemplares no mercado americano. É o livro de um ilustrador, com imagens de um surrealismo exuberante amparadas por uma narrativa simples que se desenvolve em poucas frases. Vestido com uma inexplicável fantasia de lobo, Max promove a arruaça em sua casa e, repreendido pela mãe, ameaça devorá-la, como faria um lobo de verdade. De castigo, é mandado para o quarto, sem jantar – mas o quarto se transfigura em outro mundo, no qual Max veleja em um barco até a ilha onde é coroado rei dos monstros. Ele acaba se cansando da ilha e dos monstros e resolve voltar para "algum lugar onde alguém gostasse dele de verdade". Indiferente às súplicas dos monstros para que fique, navega de volta para casa – e eis aí toda a história.
A solidão da fantasia infantil já se encontrava bem representada no livro, no qual só figuram Max e seus monstros. Como rei da ilha, Max tenta pacificá-los com a promessa de construção de uma cidade-modelo, feita de acordo com maquetes construídas, com insuspeita delicadeza, por Carol ( uma monstrinha da ilha). Mas essa utopia pueril segue o caminho de suas congêneres adultas: redunda em fracasso e violência. A imaginação, afinal, também conhece seus limites melancólicos.
As picuinhas entre Carol e KW soam como as discussões de um casal humano separado por um fosso de ressentimento. Reproduzem, pode-se supor os desentendimentos dos pais divorciados de Max. O filme às vezes se desvia da fantasia que o inspira para demorar-se nesses conflitos domésticos vulgares.






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